Doar o que já não serve, não precisa, não faz falta.

Quando sabemos que estamos grávidas, ou sabemos que queremos engravidar e entrar neste mundo da maternidade, logo tratamos de duas coisas:

A primeira, é pesquisar tudo o que existe de informação que não falta sobre tudo, seja na Internet, em revistas, livros, etc.

E a segunda, é começar a fazer listas mentais, ou físicas, sobre o que vai precisar aquele bebé que irá nascer dali a tempos.

  • Então, falamos com amigas que também já foram mães, para ver o que elas têm lá para nós.
  • Compramos o que precisamos (depois mais tarde percebemos que não vamos precisar de metade).
  • E oferecem-nos inevitavelmente muitas coisas. Maravilha!

E de repente a nossa bela casinha como a conhecemos, deu lugar a outro espaço totalmente pensado para o bebé e com todos os objetos e materiais, que pensamos nós, irá facilitar o dia a dia com a chegada deste novo ser às nossas vidas.

Tudo certo. Mais ou menos é assim. É o que acontece e mesmo que seja pelo mínimo, tem que acontecer. A casa tem de estar minimamente preparada, pois tudo que conhecemos de rotinas e de práticas se vai alterar e certas coisas ajudam e muito!

O problema, é quando deixamos de ir precisando de determinados objetos e começamos a acumular em casa. Vamos necessariamente substituindo por outros e das duas uma, ou guardamos para a possibilidade de termos outro filho e assim já estamos abastecidos, ou então sentimos mesmo necessidade de nos libertarmos de tudo aquilo que não faz falta. Das roupinhas que com muita pena já não servem, dos lençóis do bercinho, porque, entretanto, o bebé passou para a cama de grades, dos brinquedos que já não se adaptam, da espreguiçadeira que já é pequena. Enfim, é um não acabar de objetos, que já não fazem sentido guardar e que só ocupam espaço.

Então está na altura de dar, libertar a casa, pensar que há muitos e muitos bebés que vivem com muito poucas coisas e famílias, a quem tudo isto por pouco que seja, dará muito jeito. Só para acrescentar, que se pensarmos bem na quantidade de objetos que usamos ao longo das nossas vidas, em especial os bebés e as crianças pelo seu rápido crescimento, é imensa. A quantidade de bens associados a eles, que ficam encostados e em bom estado, perfeitamente capazes de serem reutilizados e às vezes por várias crianças é muita. Para não falar da poluição toda, que causa em todo o mundo, ao compramos mais e mais. A palavra é mesmo reciclar.

Mas acontece que, por vezes, não sabemos, como e onde podemos entregar estas coisas, verdade?

Então deixo aqui uma ideia:

Bebés de S. João

Associação de Apoio à Maternidade.

Existe há uns 13 anos e nasceu da vontade de algumas pessoas em ajudar Mães de bebés que nasciam no Hospital de S. João no Porto e eram sinalizadas pelos Serviços Sociais do Hospital. Daí até se tornarem uma organização aprovada pelo Hospital não demorou muito e rapidamente conseguiram um espaço no próprio edifico e aí se encontra a Bebés de S. João.

Recentemente foi lançado o site onde podem encontrar esta e mais informações: 

Bebés S. João

Facebook Bebés de S. João

A experiência que tivemos ao contactar e a entregar as doações, foi muito boa. Posso dizer que as coisas estão muito bem articuladas e as Senhoras Voluntárias que nos recebem, são muito prestáveis e super simpáticas.

No Site podem ver também outras formas de ajudar. Seja na constituição de um enxoval com artigos já pré-definidos ou então com dádivas monetárias. Mas está tudo no Site. Bebés S. João

Vamos ajudar!